Não Perca!

Compreendendo Djavan

Esta é uma história de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Ainda assim, por garantia, o nome dos protagonistas...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Da Guerra ao Casamento

Sou um ateu convicto. O que não quer dizer, de maneira alguma, que eu não acredite em nada. Acredito e tenho o maior respeito pela Mandinga. Já a acusaram de ser uma religião, coisa que repudio veementemente. A Mandinga não tem ritos, não distingue bons de maus, não ensina o caminho da felicidade ou da vida eterna. Ela apenas exige respeito e cobra – caro – por isso, sem perdoar deslizes.

Hoje mesmo, resolvi comer uma pizza, como nenhum amigo pôde ou quis me acompanhar, segui sozinho mesmo. O garçom veio rapidamente. Dispensei o cardápio, como nunca havia feito, e emendei:
– Me vê uma de pepperoni, por favor.
– Estamos sem pepperoni hoje, senhor.
Peguei o cardápio. Fiquei com medo de pedir o chopp.

O cidadão resolveu doar sangue e pensou consigo “faço uma boa ação e, ademais, que mal pode acontecer a quem vai doar sangue?” Voltou para casa com meio litro de sangue a menos, dois dentes na mão e mais de trinta pontos no queixo.

Não pensem que a Mandinga trabalha apenas para o mal, na verdade, acho que ela nem conhece este conceito. Quantas pessoas já não pensaram consigo “não pego esta mulher nem a pau” e voltaram felizes e incrédulas para casa.

No futebol, os exemplos são inúmeros, acontece praticamente toda rodada. Certa feita, acompanhei uns amigos gremistas a Goiânia. 2 x 0 Grêmio, mais da metade do segundo tempo, Grêmio mandando no jogo, arrisquei inocentemente:
– Tá mais pro Grêmio fazer mais um que o Goiás, o primeiro.
Em 5 minutos o jogo estava empatado.

Não acredita ainda?! Pois então vou falar da maior mandingada da história: Jerusalém em hebraico significa “Cidade da Paz”. Se Davi conhecesse um pouquinho só sobre a Mandinga, poderia ter poupado mais de 3.000 anos de dor de cabeça para a humanidade.

Hitler sabia do fracasso de Napoleão na empreitada russa, mas certamente pensou “comigo não acontecerá”.

Outro dia, pilhado por um amigo, soltei:
– Da galera, eu sou quem está mais longe do casamento.


Ai que medo.

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