Sou um ateu convicto. O que não quer dizer, de maneira
alguma, que eu não acredite em nada. Acredito e tenho o maior respeito pela
Mandinga. Já a acusaram de ser uma religião, coisa que repudio veementemente. A
Mandinga não tem ritos, não distingue bons de maus, não ensina o caminho da
felicidade ou da vida eterna. Ela apenas exige respeito e cobra – caro – por
isso, sem perdoar deslizes.
Hoje mesmo, resolvi comer uma pizza, como nenhum amigo pôde
ou quis me acompanhar, segui sozinho mesmo. O garçom veio rapidamente. Dispensei
o cardápio, como nunca havia feito, e emendei:
– Me vê uma de pepperoni, por favor.
– Estamos sem pepperoni hoje, senhor.
Peguei o cardápio. Fiquei com medo de pedir o chopp.
O cidadão resolveu doar sangue e pensou consigo “faço uma
boa ação e, ademais, que mal pode acontecer a quem vai doar sangue?” Voltou
para casa com meio litro de sangue a menos, dois dentes na mão e mais de trinta
pontos no queixo.
Não pensem que a Mandinga trabalha apenas para o mal, na
verdade, acho que ela nem conhece este conceito. Quantas pessoas já não
pensaram consigo “não pego esta mulher nem a pau” e voltaram felizes e
incrédulas para casa.
No futebol, os exemplos são inúmeros, acontece praticamente
toda rodada. Certa feita, acompanhei uns amigos gremistas a Goiânia. 2 x 0
Grêmio, mais da metade do segundo tempo, Grêmio mandando no jogo, arrisquei
inocentemente:
– Tá mais pro Grêmio fazer mais um que o Goiás, o primeiro.
Em 5 minutos o jogo estava empatado.
Não acredita ainda?! Pois então vou falar da maior
mandingada da história: Jerusalém em hebraico significa “Cidade da Paz”. Se
Davi conhecesse um pouquinho só sobre a Mandinga, poderia ter poupado mais de
3.000 anos de dor de cabeça para a humanidade.
Hitler sabia do fracasso de Napoleão na empreitada russa,
mas certamente pensou “comigo não acontecerá”.
Outro dia, pilhado por um amigo, soltei:
– Da galera, eu sou quem está mais longe do casamento.
Ai que medo.
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