Não Perca!

Compreendendo Djavan

Esta é uma história de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Ainda assim, por garantia, o nome dos protagonistas...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Da Putaria

As mulheres queimaram seus sutiãs, contribuindo para o aquecimento global, e conquistaram várias coisas, incluindo o direito de serem putas. Não profissionais, dessas que a sociedade finge recriminar há milênios, mas igualmente pagas. Na verdade, elas até contam com o aval da sociedade.
Explico, antes que as feministas me queimem no fogo da inquisição. Adoro a independência feminina. Quero mais é que elas ganhem bem, tenham muito poder e me sustentem, que escrever texto para distribuir para os amigos não dá dinheiro nenhum. É sensacional sair com uma mulher e entrar numa parceria, do tipo:
- Hoje eu pago.
- Ok, mas a próxima é minha.

É ótimo até porque subentende o próximo encontro. Desde que se queira o próximo encontro, claro, senão basta topar a divisão da conta mesmo.

Felizmente, isso tem se tornado cada vez mais comum (ou será que sou eu que acerto na escolha?), o problema começa depois do jantar, quando se procura um canto mais reservado. Aliás, desculpe, o problema começa bem depois disso, quando se diz a famosa frase ao telefone:
- Boa noite, eu gostaria de encerrar a suíte 69.
(to be continued...)

A partir de então, temos uma cena digna de manicômio, quando a mulher – inteligente, bem-resolvida e independente – simplesmente finge ignorar o fato de que há uma conta a pagar, fica a se arrumar, ler o cardápio ou assistir o Futura na TV do quarto, esperando o seu comando para saírem.
A atitude é do tipo “eu já fiz a minha parte, agora faça a sua” ou, na versão mais agressiva, “você não espera que eu pague para te dar?!”. Ok, pagamos nós para comer vocês, assim como se faz com qualquer profissional.
O engraçado é que o dinheiro fica todo com o dono do estabelecimento, afinal a mulher moderna, independente, não necessita dele e deve aliviar sua consciência doando seu soldo, fruto de seu trabalho duro (literalmente), ao necessitado dono do estabelecimento, que já podemos chamar de cafetão.

- Boa noite, eu gostaria de encerrar a suíte 69.
- Houve consumo, senhor?
- Claro, o que você acha que eu vim fazer aqui?!


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